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Introdução ao mundo da leitura

  • Janaína Filadélfia Santos Gomes
  • 3 de mar. de 2016
  • 2 min de leitura

Resumo:

Este artigo trata de alguns fatores que incentivam a criança a adquirir o gosto pela leitura, na primeira infância, ressaltando a importância do cultivo do hábito da leitura no ambiente familiar. Apresenta as relações entre imagens e as diversas informações sobre a escrita influenciando na aquisição da linguagem e na aprendizagem.



O gosto pela leitura é despertado principalmente na infância, antes mesmo da alfabetização escolar, e tem a influência não apenas na contação de histórias, mas também quando se observa o prazer que as pessoas mais próximas demonstram ao ler. Cria-se um ambiente favorável ao futuro leitor se esta prática é um hábito familiar.

Além dos contadores de histórias presentes nas escolas, bibliotecas e livrarias, hoje em dia, os primeiros mediadores da leitura são os familiares, influenciam de maneira positiva no gosto pela leitura, ao contar histórias para as crianças, ou até mesmo simplesmente mantendo esse hábito pessoal, incentivando passeios às livrarias e bibliotecas ou ofertando livros como presentes.

As histórias clássicas infantis são sempre as preferidas, e as crianças pedem para que sejam repetidas, incontáveis vezes, usando entonações e vozes para narrar os momentos mais marcantes. Se o contador de histórias se diverte durante a leitura, contagia quem ouve e não vai precisar de técnicas especiais para ter atenção ou influenciar o ouvinte, vai acabar fazendo isto de maneira natural, ou até instintiva, observando as preferências durante as leituras e as reações, “o ato de leitura é um ato cultural e social [...] e permite às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro e pela escrita” (RCNEI, 1998, p. 135), assim podemos perceber quando gostam, pois reproduzem o que ouviram, durante as brincadeiras.

Quando lemos uma história para crianças, geralmente estas querem manusear o livro, como se assim fossem “apalpar” a história. A criança que ainda não esta alfabetizada, pode ler os símbolos e significados de uma escrita, através do seu conhecimento adquirido pela observação da leitura adulta e o manuseio de diferentes suportes literários.

O contador de histórias vai trazer para a criança muitas informações sobre a língua escrita como, o reconhecimento de palavras que não são usadas no cotidiano, e os contextos em que se encontram percepção das pausas nas orações, vocabulário, que a leitura se faz da esquerda para direita. A criança poderá perceber a estrutura e organização das páginas como margens, tamanho e tipos de letras e pontuação.

A ilustração nos livros é o primeiro atrativo para o futuro leitor, quanto mais colorido, melhor, propiciando que a criança possa interpretar o que observa nas cenas. Associando as imagens com o que é contado, vai estabelecendo relações entre as imagens e as palavras, algumas vezes a imagem complementa e traz o entendimento da história. Além das imagens alguns livros trazem outras estruturas, utilizando texturas, mídias e outros recursos para competir com a variedade de brinquedos para as crianças menores.

As imagens ajudam a contar a história, num primeiro momento, mas particularmente acredito que para crianças maiores acabam por limitar a imaginação, determinando algumas vezes o senso estético.

Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Ministério da Educação: Brasília, DF, 1998.

 
 
 

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